26 OUT 2026

Bruxelas: Griekspoor vira sobre Struff e conquista o título

por A. Fausto Giungato

Bruxelas: Griekspoor vira sobre Struff e conquista o título

Ver o chaveamento do torneio →

Tallon Griekspoor venceu o European Open de Bruxelas. Na final, o holandês derrotou o alemão Jan-Lennard Struff por 4-6 6-3 6-4, revertendo um primeiro set perdido e fechando em três sets um jogo que no início parecia ter outro dono. É um título ATP 250, o nível mais baixo do circuito principal, mas chega após meses sem grandes resultados.

A temporada europeia de quadra coberta é feita de semanas assim: quadros de 28 jogadores, quadras rápidas, poucos pontos mas muito a provar. Em Bruxelas jogaram tenistas de 13 países, entre eles quatro belgas e quatro norte-americanos. No fim restaram dois: Griekspoor, o campeão, e Struff, que aos 36 anos chegou até o último jogo.

Vale olhar os números do ranking. Griekspoor leva para casa 250 pontos e na classificação ao vivo é o 46.º com 1.135 pontos: à frente está Arthur Gea com 25 a mais, atrás Quentin Halys com 8 a menos. Struff, finalista, soma 165 pontos e aparece em 50.º com 1.094, com Denis Shapovalov logo à frente, a 11 pontos, e Sebastian Baez atrás, a 50.

O caminho de Griekspoor foi tudo menos confortável. No primeiro jogo venceu Max Schoenhaus por 7-6(3) 6-7(5) 7-5, em 38 games: a partida mais longa de todo o torneio. Depois passou por Mariano Navone por 7-6(4) 7-5, mais dois sets disputados até o fim, antes de chegar às quartas de final.

Nas quartas o obstáculo chamava-se Jiri Lehecka. O tcheco, finalista em Bruxelas tanto em 2024 como em 2025, ganhou o primeiro set por 6-4, mas cedeu os outros dois por 6-4 6-3. Na semifinal veio Francisco Cerundolo, que levou o primeiro set por 6-2: Griekspoor respondeu com 6-3 e venceu o terceiro no tie-break, 7-6(4). Quatro jogos em cinco nesta semana foram decididos no set decisivo.

Esse dado diz muito sobre como o holandês venceu. Ao longo da semana cedeu quatro sets, um contra Schoenhaus, um contra Lehecka, um contra Cerundolo e um na final, e todas as vezes encontrou o caminho de volta. O título dele foi construído mais na resistência do que num único golpe decisivo.

Do outro lado da rede, Struff fez um torneio de grande solidez. Eliminou Marcos Giron com dois tie-breaks (7-6(3) 7-6(3)), Gauthier Onclin por 6-4 6-2 e Zizou Bergs por 6-3 7-6(6). Na semifinal derrotou depois Arthur Fils por 6-4 6-7(7) 7-6(5): outro jogo decidido por muito pouco, com o terceiro set resolvido no tie-break.

A final seguiu o mesmo roteiro. Struff levou o primeiro set por 6-4, Griekspoor igualou no segundo com um 6-3 e fechou o terceiro por 6-4, evitando o tie-break que havia decidido a semifinal do alemão. Foi o quarto jogo do holandês que chegou ao set decisivo, em cinco disputados no torneio.

No conjunto, o torneio de Bruxelas teve 26 partidas, 15 tie-breaks, 8 jogos que foram ao set decisivo e um único set terminado em 6-0. Nenhuma desistência, um walkover. Para quem gosta de tênis em quadra coberta, são números que descrevem uma semana equilibrada, em que quase nada foi resolvido depressa.

A lista de campeões ganha um nome novo. Em 2025 venceu Felix Auger Aliassime, que bateu Lehecka por 7-6(2) 6-7(6) 6-2; em 2024 foi Roberto Bautista Agut, de novo sobre Lehecka (7-5 6-1); em 2023 Alexander Bublik sobre Fils (6-4 6-4) e em 2022 Auger Aliassime sobre Sebastian Korda (6-3 6-4). Entre os vencedores dos últimos cinco anos, Griekspoor é o único holandês.

Para entender o valor deste resultado é preciso olhar para a temporada. O saldo de Griekspoor em 2025 no circuito principal é de 29 vitórias e 23 derrotas, com um título. Em 2026, antes de Bruxelas, seus melhores resultados tinham sido as oitavas de final em Montreal, que lhe renderam 100 pontos, enquanto em Wimbledon e no US Open tinha parado na primeira rodada.

O número global do site, que acompanha os Grand Slams, os Masters 1000, os 500 e os 250, indica 88 vitórias e 85 derrotas entre 2021 e 2025, com três títulos e quatro finais. Bruxelas soma-se a essa conta. Para um jogador que nos maiores torneios de 2026 não tinha passado das oitavas, é um sinal importante.

Struff também leva algo da semana belga. A sua temporada de 2026 foi marcada por um pico em Wimbledon, onde chegou às quartas de final e somou 400 pontos, e pela melhor posição do histórico do site, o 41.º lugar em 13 de julho. Em relação a 27 de julho, porém, perdeu 16 posições: a final de Bruxelas ajuda a travar a queda.

Nas semanas anteriores, Struff tinha perdido duas vezes para Daniil Medvedev, em Pequim nas oitavas (6-4 6-3) e em Xangai na segunda rodada (4-6 6-4 6-3), depois de vencer o primeiro set. Com a semana belga, o saldo dele nas últimas dez partidas é de seis vitórias e quatro derrotas.

E agora? O circuito não para. Griekspoor está no quadro de Viena, no Erste Bank Open (ATP 500), onde na terça-feira, 27 de outubro, estreia contra Brandon Nakashima e defende os 100 pontos das quartas de final alcançadas em 2025. Struff está em Basileia, no Swiss Indoors (ATP 500), e também na terça enfrenta Yannick Hanfmann.

As próximas duas semanas dirão se Bruxelas é o começo de algo ou um parêntese feliz. Para Griekspoor, por ora, é um título que vale mais do que 250 pontos: o 46.º lugar do ranking ao vivo e uma semana vencida jogo a jogo são a melhor forma de chegar a Viena.

Teste-se

3 perguntas sobre o que você acabou de ler.

  1. 1. Com que placar Griekspoor venceu Struff na final de Bruxelas?

  2. 2. Quantos pontos ATP Griekspoor ganhou ao vencer o torneio?

  3. 3. Quem Griekspoor derrotou nas quartas de final?