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Alexander Ritschard venceu o Lisbon Challenger. O suíço derrotou Svyatoslav Gulin por 6-2 6-1 na final do torneio, um Challenger 100 em terra batida, e no domingo, 25 de outubro, levantou o troféu. Segundo a imprensa suíça, é o seu segundo triunfo em Lisboa depois do de 2024.
O resultado pesa sobretudo no ranking. Ritschard partia do n.º 483 e hoje, segundo a página do site, é o n.º 280 do ranking ATP com 196 pontos: um salto de 203 posições numa só semana. Esse n.º 280 é também a sua melhor posição no histórico guardado pelo site, com data de 26 de outubro de 2026.
O título num Challenger 100 vale 100 pontos, uma enormidade nesta zona do ranking. Basta olhar para os vizinhos: à frente de Ritschard estão Cezar Cretu (n.º 278) e Calvin Hemery (n.º 279), ambos com 198 pontos, e logo atrás Valerio Aboian (n.º 281) com 196. De uma posição para a outra, aqui, separam-nos apenas dois pontos.
O quadro tinha 27 jogadores de 15 países, com a Espanha como nação mais representada (seis jogadores). Ritschard entrou em cena na terceira ronda frente ao espanhol Carlos Taberner, n.º 457, e venceu por 6-1 7-5. Era o primeiro confronto entre os dois e o saldo ficou em 1-0 para o suíço.
Mais duros foram os oitavos de final contra o italiano Raul Brancaccio, n.º 219. Ritschard ganhou por 6-4 4-6 6-4: perdeu o segundo set, mas recuperou logo o rumo no terceiro. Também aqui era o primeiro duelo de sempre entre os dois.
Nos quartos de final veio a vitória mais limpa em termos de jogo: 7-5 6-2 diante do indiano Sumit Nagal. O primeiro set foi o mais disputado e depois Ritschard descolou. No site, o confronto direto entre ambos está empatado, 1-1 em dois jogos.
Na meia-final estava Marco Trungelliti, argentino, n.º 89 do ranking e o jogador mais bem classificado entre os que ainda estavam em prova. Ritschard venceu-o por 6-1 6-4 no primeiro duelo registado pelo site. Trungelliti, de 36,7 anos, tinha eliminado nos quartos o croata Matej Dodig por 6-4 6-2.
No outro lado do quadro a história era diferente. Gulin, n.º 545, tinha entrado como lucky loser, isto é, repescado após uma desistência, e chegou à sua primeira final de um Challenger, como noticiou a imprensa portuguesa. Um percurso que merece respeito, mas que na final se deparou com um adversário mais experiente.
Na final, Ritschard manteve o controlo do jogo do princípio ao fim e fechou por 6-2 6-1, sem dar a Gulin margem para regressar ao encontro. O resultado reflete a diferença de experiência entre um veterano e um estreante a este nível. Nas cinco rondas disputadas, cedeu apenas um set, o de Brancaccio.
O percurso de Lisboa é também uma pequena desforra pessoal. Em 2025 Ritschard ficou pelos quartos de final: Stefano Travaglia derrotou-o por 6-2 1-6 7-6(5), depois de duas vitórias claras sobre Joel Schwaerzler (6-2 6-1) e Vit Kopriva (6-4 6-2). Este ano deu mais três passos: meia-final, final e título.
Os pontos também contam. Com a edição de 2026 caducam os 20 pontos dos quartos de final de 2025, enquanto o título traz 100. Para um jogador que em 2025 somou uma única derrota nos torneios do circuito principal, a terra batida dos Challengers continua a ser o terreno onde reconstruir o ranking.
A forma confirma que não é um clarão isolado. Nos últimos dez jogos Ritschard venceu sete e perdeu três; nos últimos 23 o saldo é de 12 vitórias e 11 derrotas, um +1 na linha de forma do site. Antes de Lisboa disputou o Challenger 125 de Sevilha, onde bateu Roberto Carballes Baena por 7-6(5) 6-3 na terceira ronda antes de cair nos oitavos frente ao austríaco Sebastian Ofner, por 6-4 6-4.
A comparação com o circuito principal continua distante. Em 2022-2025, nos torneios do Grand Slam, Masters 1000, ATP 500 e 250 acompanhados pelo site, Ritschard disputou 9 jogos e ganhou um. O último é a derrota em Houston 2025, 6-3 6-4 frente a Cristian Garin. Contra Jaume Antoni Munar Clar, hoje n.º 65, perdeu os dois duelos em Gstaad, em 2022 e 2023, sempre por 6-3 6-3.
Para perceber o valor da façanha, é preciso olhar para o quadro de honra. Em 2025 o Lisbon Challenger foi para Vilius Gaubas, que na final derrotou Henrique Rocha por 6-7(3) 6-3 6-4. A edição de 2026 teve 22 jogos até às meias-finais, 4 tie-breaks e 2 desistências; o jogo com mais jogos (games) foi Trungelliti-Caniato, 4-6 7-6(3) 6-3, em 32 games.
No ranking, Ritschard regressa agora a uma posição que lhe abre mais portas, a começar pelas listas de acesso dos Challengers de nível superior. Um salto de 203 posições não muda por si só uma carreira, mas aos 32 anos é um sinal claro: a condição está lá, e vê-se na continuidade de uma semana inteira sem quebras.
O calendário dirá onde tentará confirmá-lo. Por agora, Lisboa deixa-lhe um título, 100 pontos e um n.º 280 que o ajudará a entrar em melhores quadros. Para o ténis suíço é uma boa notícia de fim de outubro, numa semana em que as atenções estavam todas nos torneios em recinto coberto de Viena e Basileia: a história de Lisboa lembra que o circuito é feito também destes percursos silenciosos, jogados longe dos holofotes e decididos ronda a ronda.
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3 perguntas sobre o que você acabou de ler.
1. Quem Ritschard derrotou na final de Lisboa?
2. Com que resultado Ritschard venceu Trungelliti nas meias-finais?
3. Quem venceu o Lisbon Challenger em 2025?