1 NOV 2026

Final de Basileia: Lehecka e Vacherot empatados 1-1

por A. Fausto Giungato

Final de Basileia: Lehecka e Vacherot empatados 1-1

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No domingo, 1 de novembro, às 15h30, o Swiss Indoors Basel conhece o seu campeão: Jiri Lehecka e Valentin Vacherot decidem o título. O tcheco, oitavo cabeça de chave, venceu o alemão Jan-Lennard Struff por 3-6 7-5 6-4 na semifinal. O monegasco eliminou Taylor Fritz, sexto cabeça de chave, por 7-6(5) 6-3.

Para Lehecka é a segunda final em poucas semanas. Em Tóquio, no 500 japonês, ele teve de se render a Carlos Alcaraz por 7-6(4) 6-4. Em Basileia, pode transformar essa decepção em troféu: nos torneios que o site acompanha, ganhou dois títulos entre 2022 e 2025 e disputou seis finais no total.

Vacherot chega à última partida com outra história. Em 2025 venceu o Masters 1000 de Xangai, um título de 1.000 pontos, e a sua melhor posição no ranking, a n.14, é de 5 de outubro de 2026. Agora procura em Basileia uma confirmação no piso duro coberto.

Por que esta final importa? O campeão leva 500 pontos e o finalista 330; ambos já têm no bolso os 200 da semifinal. Nenhum deles defende pontos: em 2025 os dois pararam na terceira rodada em Basileia e não somaram nada. O site indica 2.775 pontos como teto para Lehecka e 1.980 para Vacherot, de modo que vencer permitiria ao tcheco igualar a pontuação de Tommy Paul, hoje à sua frente no ranking.

O caminho de Lehecka foi ficando cada vez mais exigente. Na primeira rodada bateu Stan Wawrinka por 7-5 7-6(2), depois Daniel Altmaier por 7-5 6-4 nas oitavas e Jerome Kym por 6-4 6-2 nas quartas. Até ali, um torneio controlado: dois sets ganhos em dois em todas as partidas.

A semifinal com Struff mudou o roteiro. O alemão ganhou o primeiro set por 6-3. Segundo a ATP, o tcheco salvou um match point antes de fechar o segundo set por 7-5 e o terceiro por 6-4. Uma virada que diz muito sobre a sua forma atual.

O percurso de Vacherot foi igualmente duro, mas de outra maneira. Na terceira rodada superou Mariano Navone por 6-3 7-6(4), nas oitavas Rafael Jodar por 7-6(4) 2-6 7-6(5) e nas quartas Holger Rune por 6-3 3-6 6-3. As suas quatro partidas foram decididas num tie-break ou num set decisivo.

Na semifinal, porém, fez o seu jogo mais limpo: 7-6(5) 6-3 sobre Fritz, sem perder nenhum set. O tie-break do primeiro set, vencido por 7-5, foi o momento decisivo.

Os confrontos diretos estão perfeitamente empatados: 1-1. O primeiro foi em 2025, segunda rodada do Masters 1000 de Paris: Vacherot venceu por 6-1 6-3. O segundo é recentíssimo, semifinal do 500 de Tóquio 2026: Lehecka impôs-se por 6-4 6-2. Dois jogos, duas vitórias claras, nenhum set no tie-break.

O peso dos dois encontros é diferente: em Paris era um Masters 1000 e Vacherot vinha do título de Xangai; em Tóquio era um 500 com a vaga na final em jogo. Passou pouco tempo desde o último duelo e tudo continua em aberto.

Pelos números, Lehecka é o mais jovem: 25 anos contra 28 de Vacherot. Em 2025 fechou com 35 vitórias e 22 derrotas e um título; o seu retrospecto nos torneios que o site acompanha é 85-68, com dois títulos e seis finais disputadas. Vacherot, no mesmo ano, fez 11-4 e ganhou um torneio. A melhor posição de Lehecka é a n.12, alcançada em 13 de julho de 2026.

A temporada de Lehecka teve altos e baixos. Chegou às oitavas em Wimbledon e à final em Tóquio, mas em Xangai perdeu na terceira rodada para Jodar por 4-6 7-6(2) 6-4 e em Bruxelas caiu nas quartas diante de Tallon Griekspoor, 4-6 6-4 6-3. Nos últimos dez jogos venceu sete.

O outono de Vacherot também foi irregular. Depois da semifinal de Tóquio, perdida justamente para Lehecka, parou na terceira rodada em Xangai diante de Paul, 6-4 6-2, e em Lyon caiu nas oitavas para Luca Van Assche, 2-6 6-4 6-4. Basileia é, portanto, a sua melhor semana desde Tóquio.

O torneio viveu uma semana intensa. O quadro tinha 32 jogadores de 18 países, com a Suíça como a mais representada (cinco), mas nenhum suíço chegou à final. Antes do último ato foram disputadas 30 partidas, com 21 tie-breaks, 15 jogos decididos no set decisivo e uma única desistência. A mais longa foi Ben Shelton-Aleksandar Kovacevic: 6-7(4) 7-6(3) 7-6(4), 39 games.

O histórico de campeões dá a medida do nível. Em 2025 venceu Joao Fonseca, que bateu Alejandro Davidovich Fokina por 6-3 6-4. Em 2024 Giovanni Mpetshi Perricard derrotou Shelton por 6-4 7-6(4); em 2023 e 2022 triunfou Felix Auger Aliassime, primeiro sobre Hubert Hurkacz por 7-6(3) 7-6(5) e depois sobre Rune por 6-3 7-5. Quem vencer hoje entra numa lista de jovens talentos.

Com os confrontos diretos empatados, é difícil apontar um favorito. Lehecka tem mais experiência em finais; Vacherot tem um título de peso e uma semana sem derrotas. Na página do torneio no youaretennis.com pode deixar o seu palpite antes do início, às 15h30.