30 OUT 2026
Basileia: Kym vence Shelton e vai aos quartos; Struff trava Djokovic
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O único suíço que resta no quadro do Swiss Indoors Basel chama-se Jerome Kym e é o número 190 do mundo. Nos oitavos de final do ATP 500 caseiro, venceu Ben Shelton, número 4 do ranking, por 6-3 6-7(4) 7-6(1). É o resultado que mais ruído fez no dia do torneio.
No papel, a diferença era enorme. Shelton chegava a Basileia com 4.730 pontos, Kym com 303. O jovem local, de 23 anos, nasceu a 12 de fevereiro de 2003 e o seu melhor ranking é o n.º 178 de 9 de setembro de 2026. Nas épocas seguidas pelo site, entre Grand Slams, Masters 1000, ATP 500 e 250, o seu registo é de 4 vitórias e 3 derrotas.
O jogo teve três atos bem distintos. Kym levou o primeiro set por 6-3. Shelton respondeu ganhando o segundo no tie-break, 7-4 a seu favor. No terceiro set voltou-se ao tie-break e desta vez o suíço deixou ao norte-americano um único ponto, fechando 7-1 depois do 7-6 do set.
O caminho dos dois até aqui tinha sido diferente, mas igualmente duro. Na ronda anterior, Kym tinha vencido Arthur Rinderknech por 7-6(1) 6-4. Shelton, por sua vez, tinha superado Aleksandar Kovacevic por 6-7(4) 7-6(3) 7-6(4): esse jogo, de 39 jogos, continua a ser o mais longo de todo o torneio segundo a página de resultados.
Para Shelton é um revés depois de um ano de alto nível. É n.º 4 do mundo, o seu melhor ranking, desde 14 de setembro de 2026, e no US Open 2026 chegou à final, que perdeu contra Alexander Zverev por 6-3 7-6(2) 5-7 6-2. Em Basileia também tinha uma final no currículo, a de 2024, perdida com Giovanni Mpetshi Perricard por 6-4 7-6(4). Desta vez fica pelos oitavos, que valem 50 pontos.
Para Kym é a confirmação de uma forma em crescimento. Nos últimos 15 jogos ganhou 10 e perdeu 5, com um saldo de +5. Em Roanne, no Challenger 100 em piso coberto, tinha parado nas meias-finais frente a Mika Brunold, por 7-6(2) 7-6(3). Pouco depois venceu um top 5. Desde 9 de setembro tinha perdido 44 posições, por isso este torneio serve também para recuperar terreno.
Em 2025, o seu registo no circuito principal foi de 4 vitórias e 2 derrotas: 2-1 em piso rápido e 2-1 em terra batida. O seu precedente mais conhecido é o US Open 2025, onde perdeu na terceira ronda contra Taylor Fritz por 7-6(3) 6-7(9) 6-4 6-4. Contra Shelton, pelo contrário, fechou o jogo ao terceiro set, e não ao quarto.
Agora espera-o Jiri Lehecka, n.º 19 do mundo com 2.375 pontos. O checo venceu Stan Wawrinka por 7-5 7-6(2) e depois Daniel Altmaier por 7-5 6-4, sem ceder um set. O seu melhor ranking é o n.º 12 de 13 de julho de 2026 e, nas épocas seguidas pelo site, soma dois títulos e seis finais. A hora do quarto de final com Kym ainda está por definir.
Nas mesmas horas, o quadro ofereceu outra façanha. Jan-Lennard Struff eliminou Novak Djokovic por 6-7(4) 7-5 7-6(5): primeiro set perdido no tie-break, segundo ganho por 7-5, terceiro de novo decidido no tie-break. Djokovic tinha chegado aos oitavos depois de bater Ugo Humbert por 4-6 6-3 6-4. Para o alemão é uma vitória daquelas que ficam nas estatísticas de uma carreira.
Struff tem 36 anos e é o n.º 43 com 1.184 pontos. O seu melhor ranking da época é o n.º 41 de 13 de julho de 2026. Chega a Basileia depois da final de Bruxelas, perdida com Tallon Griekspoor por 4-6 6-3 6-4, onde tinha vencido Zizou Bergs por 6-3 7-6(6) e Arthur Fils por 6-4 6-7(7) 7-6(5). Nos últimos 10 jogos tem 7 vitórias e 3 derrotas.
Na sexta-feira, 30 de outubro, Struff defronta Nuno Borges às 18:00. O português venceu Mika Brunold por 6-3 6-1 e depois Casper Ruud por 1-6 6-3 6-4, recuperando depois de perder claramente o primeiro set. Promete ser um jogo equilibrado: Borges sabe ganhar partindo de trás e Struff acabou de mostrar que aguenta os tie-breaks.
O resto dos quartos de final. Às 14:00, Holger Rune defronta Valentin Vacherot: o dinamarquês venceu Hubert Hurkacz por 3-6 6-3 7-6(7), enquanto Vacherot superou Rafael Jodar por 7-6(4) 2-6 7-6(5). Às 15:30, Taylor Fritz joga contra Arthur Fils: Fritz eliminou Denis Shapovalov por 6-4 6-3 e Fils bateu Alex Michelsen por 4-6 6-3 7-6(5).
Os números do torneio descrevem uma semana apertada. Até agora, 24 jogos disputados, 20 tie-breaks, 13 jogos que chegaram ao set decisivo, nenhum set terminado em 6-0 e nenhuma desistência. Seis dos oito oitavos de final foram decididos em três sets: só Lehecka e Fritz ganharam em dois.
O palmarés diz que o título está em aberto. Em 2025 venceu Joao Fonseca, frente a Alejandro Davidovich Fokina por 6-3 6-4. Em 2024 foi Mpetshi Perricard sobre Shelton, em 2023 Felix Auger Aliassime sobre Hurkacz por 7-6(3) 7-6(5) e em 2022 de novo Auger Aliassime, sobre Rune, por 6-3 7-5. Rune, finalista em 2022, está de volta aos oito melhores.
Oito quartos de final e oito nações diferentes: Suíça, França, Estados Unidos, Alemanha, República Checa, Dinamarca, Mónaco e Portugal. A Suíça começou com cinco jogadores no quadro e resta um, Kym. Para o torneio, com o público da casa a seu lado, é o final que todos desejam.
O que acontece agora? Os pontos em jogo são claros: 500 para o título, 330 para a final, 200 para a meia-final, 100 para os quartos. Para Kym, que hoje tem 303 pontos, uma meia-final valeria quase dois terços de todo o seu total atual. Na sexta-feira saberemos se o conto de fadas de Basileia tem mais um capítulo.
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3 perguntas sobre o que você acabou de ler.
1. Quem venceu Ben Shelton nos oitavos de Basileia?
2. Com que resultado Struff venceu Djokovic?
3. Quantos tie-breaks foram jogados até agora em Basileia?