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Diana Shnaider venceu o Toray Pan Pacific Open de Tóquio. Na final, a russa derrotou a canadense Leylah Annie Fernandez por 6-4 5-7 6-2, ao fim de uma partida de três sets no piso duro japonês. O torneio é um WTA 500 que começou em 26 de outubro de 2026, e o título vale 500 pontos no ranking.
Para Shnaider, é o ponto alto de um outono asiático que começou com alguns arrependimentos. Nas semanas anteriores, ela tinha perdido a semifinal de Ningbo para Elena Rybakina (6-3 7-5) e as quartas de Wuhan para Jelena Ostapenko (7-6(6) 6-1). Em Tóquio, mudou de marcha justamente quando a chave se estreitava.
O ranking ao vivo mostra bem o salto. Shnaider é a n.º 11 do mundo com 3.298 pontos, 500 deles conquistados nesta mesma semana. À frente está Marta Kostyuk, n.º 10, com 677 pontos a mais; atrás, Maja Chwalinska, n.º 12, com 282 a menos. Em relação a 3 de agosto de 2026, a russa subiu quatro posições.
O caminho até a final foi tudo menos confortável. Shnaider estreou nas oitavas e superou Aliaksandra Sasnovich por 6-3 5-7 6-3, depois de ceder o segundo set. Era o sinal de um torneio a ser jogado no fio da navalha, e foi o que aconteceu.
O teste mais duro veio nas quartas. Contra a filipina Alexandra Eala, Shnaider perdeu o primeiro set por 2-6, ganhou o segundo no tie-break (7-6(5)) e fechou o terceiro por 6-4. Uma virada que diz muito sobre a força mental de uma jogadora que, aos 22 anos, já conquistou cinco títulos no circuito principal entre 2023 e 2025.
Na semifinal foi a vez de Mia Pohankova, derrotada por 6-4 7-6(7). Também aqui o segundo set foi decidido num tie-break disputado, vencido por 9-7. Shnaider mostrou saber lidar com os pontos importantes, que nesse nível costumam fazer a diferença entre um título e uma final perdida.
Do outro lado da rede, Leylah Annie Fernandez atravessou a chave com um único tie-break para resolver. Venceu Himeno Sakatsume por 6-2 6-4 na estreia, depois Elise Mertens por 6-2 7-6(8) nas oitavas. Nas quartas avançou com o walkover de Elena Rybakina e, na semifinal, superou Kamilla Rakhimova por 7-5 6-3.
Para a canadense, continua a ser uma semana para emoldurar, porque a final vale 325 pontos. Fernandez é agora a n.º 20 com 2.299 pontos, atrás de Naomi Osaka (n.º 19, 43 pontos a mais) e à frente de Belinda Bencic (n.º 21, 77 a menos). Desde 3 de agosto de 2026, subiu onze posições.
A final foi um verdadeiro braço de ferro. Shnaider levou o primeiro set por 6-4, Fernandez respondeu 7-5 no segundo e igualou tudo. No terceiro set a russa mudou o ritmo e fechou por 6-2, conquistando o título.
O histórico indicava um confronto equilibrado, e a contagem agora está empatada: 2-2. Fernandez tinha vencido em 2024 nas oitavas de Cincinnati (6-1 6-4) e na primeira rodada de Wuhan (6-7(7) 6-3 6-3). Shnaider se impôs, também em 2024, na semifinal de Hong Kong (6-4 6-2). A russa venceu agora os dois últimos confrontos diretos consecutivos.
A comparação entre as duas temporadas é interessante. Em 2025, Shnaider terminou com 27 vitórias, 25 derrotas e um título, enquanto Fernandez teve 30 vitórias, 23 derrotas e dois títulos. Nas últimas dez partidas, ambas têm oito vitórias e duas derrotas: a forma, em resumo, é a mesma.
Fernandez, que tem 24 anos, já tinha vencido o WTA 500 de Singapura em 2026 e perdido a final de Ningbo para Rybakina por 6-2 6-2. A de Tóquio é a sua segunda final perdida seguida no nível 500, mas também a prova de que a canadense voltou a competir com as melhores. Entre 2021 e 2025, ganhou cinco títulos e disputou sete finais.
O torneio de Tóquio tem também uma identidade própria. Na chave havia 28 jogadoras de 19 países, com a Austrália como país mais representado (quatro jogadoras). Foram disputadas 26 partidas: nove foram ao set decisivo, houve nove tie-breaks no total, nenhuma desistência e um único walkover.
A partida mais longa da semana foi Kamilla Rakhimova contra Ekaterina Alexandrova nas oitavas: 6-4 4-6 7-6(5), com 33 games no total. Dois sets terminaram em 6-0. Uma semana de trocas longas e nervos firmes.
O quadro de campeãs mostra como esta competição é aberta. Em 2025 venceu Belinda Bencic, que na final derrotou Linda Noskova por 6-2 6-3. Antes dela, Qinwen Zheng em 2024, Veronika Kudermetova em 2023 e Liudmila Samsonova em 2022. Shnaider entra numa lista de campeãs diferentes a cada ano.
Uma última nota sobre os pontos: em 2025, Shnaider parou nas oitavas em Tóquio, com 55 pontos. Este ano leva para casa 500, e a diferença aparece no ranking, onde hoje a russa é a n.º 11.
Resta saber quanto este sucesso pesará na reta final da temporada. Shnaider voltou a vencer e tem um ranking que lhe permite olhar para cima; Fernandez, finalista em Ningbo e em Tóquio, tem tudo para fechar o ano com um balanço ainda mais rico. O confronto direto entre as duas, por ora, está perfeitamente empatado.
Teste-se
3 perguntas sobre o que você acabou de ler.
1. Qual foi o placar da final de Tóquio?
2. Quem Shnaider derrotou na semifinal?
3. Em que posição do ranking ao vivo está Shnaider após o título?