7 NOV 2026

Paris, meias-finais: Van Assche contra Shelton, Alcaraz espera

por A. Fausto Giungato

Paris, meias-finais: Van Assche contra Shelton, Alcaraz espera

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Paris tem a sua primeira meia-final e um protagonista que ninguém tinha na lista no início da semana: Luca Van Assche. O francês, n.º 34 do ranking em tempo real com 1.505 pontos, defronta no sábado, 7 de novembro, às 14h30, Ben Shelton, n.º 4 do mundo, no Rolex Paris Masters. Na outra metade do quadro, Carlos Alcaraz aguarda para saber quem será o seu adversário.

O salto no ranking é o dado que mais impressiona. Van Assche partiu do n.º 47 com 1.105 pontos e agora tem mais 400: treze posições ganhas numa única semana. A sua melhor classificação no histórico do site era o n.º 40, alcançado a 24 de agosto de 2026, e já a superou.

O percurso conta uma semana sem atalhos. Na primeira ronda bateu Mariano Navone por 6-3 7-5, depois Learner Tien por 7-6(4) 6-4. Nos oitavos eliminou Lorenzo Musetti por 7-5 3-6 6-4, vingando a derrota em Lyon, onde tinha perdido 7-6(5) 6-7(7) 6-4 com o mesmo Musetti nos quartos de final.

Nos quartos contra Rinky Hijikata venceu por 6-4 6-7(4) 7-5: cedeu o segundo set no tie-break e depois ganhou o terceiro por 7-5. Com esta vitória tornou-se o último francês em prova num quadro que começou com dez.

A época de Van Assche não foi linear. Ganhou o 250 de Estoril e o Challenger 125 de Quebec, mas no outono sofreu primeiras rondas difíceis: em Tóquio contra Arthur Fils por 6-3 6-2, em Xangai contra Bu Yunchaokete por 7-6(3) 6-3, em Viena novamente contra Tien por 6-3 6-1. Nos últimos dez jogos tem seis vitórias e quatro derrotas.

Ben Shelton chega com outra história. É n.º 4 com 4.930 pontos, mais 400 do que no início do torneio, e construiu a meia-final em Paris com três vitórias: 6-3 6-4 sobre Cameron Norrie, 3-6 6-4 7-6(5) sobre Arthur Rinderknech e 6-4 4-6 6-3 sobre Tommy Paul nos quartos.

A vitória sobre Rinderknech, outro francês, foi a mais sofrida: Shelton perdeu o primeiro set e ganhou o tie-break decisivo. Contra Paul cedeu o segundo set, mas retomou o controlo no terceiro e fechou por 6-3.

O 2026 do norte-americano tem dois momentos de peso. Em Montreal ganhou um Masters 1000, que vale 1.000 pontos, e no US Open chegou à final, batendo Alcaraz nos quartos por 6-7(5) 6-1 6-3 1-6 7-6(7) antes de perder com Alexander Zverev por 6-3 7-6(2) 5-7 6-2. A sua melhor classificação, o n.º 4, coincide com a atual.

Não há confrontos anteriores: segundo a página de confrontos diretos do site, Shelton e Van Assche nunca se defrontaram no circuito principal, por isso parte-se de 0-0. A distância no ranking, porém, é clara: 4.930 pontos contra 1.505, quarto lugar contra trigésimo quarto.

No piso rápido coberto, a superfície de Bercy, os números de 2022-2025 indicam 11 vitórias e 8 derrotas para Shelton, e 3 vitórias e 8 derrotas para Van Assche. São estatísticas a ler com cautela, porque o francês jogou muito menos a este nível, mas explicam porque Shelton parte como favorito.

Para o norte-americano há pontos pesados em jogo. Em 2025, em Paris, parou nos quartos e somou 200; agora a meia-final já lhe garante 400. A tabela do torneio atribui 650 pontos à final e 1.000 ao título.

Do outro lado está Alcaraz, n.º 3 com 6.500 pontos. Nos quartos bateu Taylor Fritz por 6-7(10) 7-5 6-3, recuperando depois de perder o primeiro set no tie-break. Antes tinha superado Alex Michelsen por 7-6(4) 6-3 e passou aos quartos pela desistência de Matteo Berrettini, com walkover.

O espanhol chega com nove vitórias nos últimos dez jogos. A 2 de novembro ganhou o 500 de Viena ao bater Alex De Minaur por 6-1 6-4, depois do título em Tóquio. Na meia-final vai encontrar o vencedor de Casper Ruud-Nuno Borges: nos oitavos Ruud bateu Jan-Lennard Struff por 6-3 6-3 e Borges eliminou Ignacio Buse por 6-0 6-2.

Paris pesa também na corrida ao topo. Zverev, n.º 1 com 9.560 pontos, caiu na segunda ronda contra Musetti por 7-6(5) 6-2, e a sua vantagem sobre Jannik Sinner, n.º 2 com 9.450, é de 110 pontos. Sinner, vencedor em 2025, vê expirar com esta edição os 1.000 pontos do título.

O quadro de honra mostra como este torneio é aberto: em 2025 Sinner bateu Felix Auger Aliassime por 6-4 7-6(4), em 2024 Zverev superou Ugo Humbert por 6-2 6-2, em 2023 Novak Djokovic venceu Grigor Dimitrov por 6-4 6-3. Em 2022 Holger Rune bateu Djokovic por 3-6 6-3 7-5 e em 2021 Djokovic superou Daniil Medvedev por 4-6 6-3 6-3.

Os números de 2026 confirmam um torneio muito disputado: 56 jogadores de 23 países, 50 jogos disputados, 29 tie-breaks, 19 jogos que chegaram ao terceiro set e 2 desistências. O jogo mais longo continua a ser Fritz-Molcan, 6-7(6) 7-5 7-6(5), com 38 jogos. Dos dez jogadores de França resta apenas Van Assche; os Estados Unidos ainda têm Shelton.

O programa está agora claro. No sábado, às 14h30, Van Assche e Shelton abrem as meias-finais, depois será a vez de Alcaraz contra o vencedor de Ruud-Borges. Para Shelton, uma final valeria 650 pontos; para Van Assche, confirmaria que a sua semana parisiense não foi um acaso.

Teste-se

3 perguntas sobre o que você acabou de ler.

  1. 1. Quem Van Assche venceu nos quartos de Paris?

  2. 2. Quantos confrontos existem entre Shelton e Van Assche?

  3. 3. Com que resultado Alcaraz bateu Fritz nos quartos?