11 OUT 2026

Xangai, oitavos: Alcaraz-Bergs e Paul-Vacherot

por A. Fausto Giungato

Xangai, oitavos: Alcaraz-Bergs e Paul-Vacherot

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O Masters 1000 de Xangai entra na fase decisiva com o quadro reduzido a dezasseis nomes. Os primeiros oito oitavos de final jogam-se no domingo, 11 de outubro, e os outros oito na segunda-feira, 12. Continuam em prova Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Daniil Medvedev, Taylor Fritz e o campeão em título, Valentin Vacherot. Faltam Novak Djokovic, travado na terceira ronda, e os sete italianos que estavam no quadro.

O torneio começou a 5 de outubro com 96 jogadores de 32 países. Até agora, disputaram-se 63 jogos, com 31 tie-breaks e 23 encontros decididos no set decisivo. Só houve um set a terminar em 6-0, o de Zizou Bergs contra Ignacio Buse, e uma desistência: Nikoloz Basilashvili parou em 6-3 2-2 frente a Adrian Mannarino. O jogo mais longo continua a ser o de Yannick Hanfmann contra Kamil Majchrzak, ganho por Hanfmann por 6-7(4) 7-6(3) 7-6(7) em 39 jogos.

O resultado mais sonante da terceira ronda é de Hubert Hurkacz. O polaco bateu Djokovic por 6-4 6-3 e agora defronta Yi Zhou, que eliminou Lorenzo Musetti por 7-6(7) 3-6 7-6(1) depois de superar Mattia Bellucci na segunda ronda. Hurkacz conhece bem este torneio: ganhou-o em 2023, ao vencer Andrey Rublev na final por 6-3 3-6 7-6(8).

O prato forte de segunda-feira é Alcaraz contra Bergs. O espanhol estreou-se na terceira ronda e fê-lo sem sobressaltos: 6-3 6-3 a Juan Manuel Cerundolo. A sua forma recente fala de um jogador cheio de confiança: ganhou o título de Tóquio, ao bater Jiri Lehecka por 7-6(4) 6-4 na final, e venceu 27 dos últimos 30 jogos. Em 2025 terminou com 66 vitórias e 7 derrotas, e oito títulos.

Alcaraz já defrontou Bergs uma vez, nos oitavos de Tóquio 2025, e venceu por 6-4 6-3. O historial é, portanto, de 1-0 para o espanhol, mas não será uma repetição. O belga, de 27 anos, começou em Xangai com duas vitórias claras: 6-3 6-1 a Vit Kopriva e 6-0 6-3 a Buse. O seu 2025 foi equilibrado, com 27 vitórias e 25 derrotas e duas finais sem título, e nos últimos dez jogos venceu cinco.

Para Bergs há também uma questão de pontos. Há um ano chegou aos quartos de final em Xangai, que valem 200 pontos, e esse bolo caduca com a edição de 2026. O site indica hoje 1.220 pontos em direto, que passariam a 1.320 com uma vitória sobre Alcaraz. Para Alcaraz, número 3 do mundo com 5.860 pontos em direto, bater o belga significaria subir para 5.960, e até 6.760 em caso de título.

Igualmente interessante é o duelo entre Tommy Paul e Vacherot. Não há confrontos diretos registados entre os dois. Paul, norte-americano de 29 anos, somou 28 vitórias e 13 derrotas em 2025 e estreou-se na terceira ronda com um 6-2 6-2 a Adolfo Daniel Vallejo. Em Flushing Meadows, nos oitavos do último US Open, perdeu precisamente com Alcaraz, por 6-4 6-3 6-4.

Vacherot chega como campeão em título e com uma conta pesada para gerir: no ano passado, vencer em Xangai valeu-lhe 1.000 pontos, e na final bateu Arthur Rinderknech por 4-6 6-3 6-3. Este ano estreou-se com um 6-4 7-6(5) a Sebastian Baez. Cada ronda extra não é só uma questão de orgulho: ajuda a amortecer a caducidade desses 1.000 pontos.

No domingo, entretanto, joga-se a primeira metade do programa. Karen Khachanov defronta Mannarino, que eliminou Flavio Cobolli por 6-1 4-6 6-3 na terceira ronda. Ben Shelton joga com Arthur Gea, que venceu Ugo Humbert por 6-4 3-6 6-1, enquanto Alex De Minaur encontra Rei Sakamoto, que travou Rublev por 6-4 6-4. Hurkacz-Zhou completa o quadro.

O resto do programa de domingo é igualmente rico. Francisco Cerundolo e Jakub Mensik disputam um lugar nos quartos depois de duas vitórias em dois sets: Cerundolo sobre Roman Safiullin por 7-6(5) 6-3, Mensik sobre Miomir Kecmanovic por 6-3 6-3. Alexander Bublik defronta Brandon Nakashima, que eliminou Matteo Berrettini por 7-6(4) 7-5. Zverev joga com Quentin Halys, que saiu vencedor de uma batalha com Alexander Blockx por 4-6 7-6(9) 6-4. Alejandro Davidovich Fokina e Frances Tiafoe encerram o dia.

Na segunda-feira, além de Alcaraz-Bergs e Paul-Vacherot, há o confronto entre Stefanos Tsitsipas e Fritz. O grego bateu Luciano Darderi por 6-3 6-4, o norte-americano travou Matteo Arnaldi por 7-5 6-4. Medvedev encontra Dalibor Svrcina, que superou Tomas Martin Etcheverry por 6-3 3-6 7-5, enquanto Felix Auger Aliassime joga contra Pablo Carreno-Busta. O canadiano defende os quartos de final de 2025, que valem 200 pontos.

Os outros cruzamentos de segunda-feira são Lehecka-Rafael Jodar, Arthur Fils-Botic Van De Zandschulp e Learner Tien-Casper Ruud. Jodar bateu Thiago Agustin Tirante por 4-6 6-2 6-3, Van De Zandschulp travou Alex Michelsen por 6-4 6-4, Ruud superou Bu Yunchaokete por 6-1 7-6(2) e Tien derrotou Zachary Svajda por 7-5 7-5.

O quadro por nações é igualmente curioso. Os Estados Unidos levaram 12 jogadores e mantêm seis nos oitavos: Shelton, Nakashima, Tiafoe, Paul, Fritz e Tien. A Espanha tem quatro (Alcaraz, Davidovich Fokina, Carreno-Busta e Jodar), tal como a França com Mannarino, Halys, Gea e Fils. A República Checa tem três, a Rússia dois. A Itália, que tinha sete jogadores no quadro, teve o melhor resultado na terceira ronda e já não tem ninguém em prova.

O que está em jogo é claro. Os oitavos valem 100 pontos ATP, os quartos 200, as meias-finais 400, a final 650 e o título 1.000. Entre os jogadores ainda em prova, Medvedev e Auger Aliassime partem com um olho no passado: o russo chegou às meias-finais em 2025 (400 pontos), o canadiano aos quartos (200), tal como De Minaur e Bergs. Para os quatro, defender significa ir pelo menos tão longe como há um ano.

E agora? Quem vencer os oitavos joga os quartos de final, e o ranking em direto muda a cada ronda. Alcaraz, número 3 do mundo, é o porta-estandarte do quadro, Zverev, número 2, o seu grande rival no ranking, e Vacherot a incógnita mais fascinante: o campeão do ano passado, com imensos pontos para defender.

Um pormenor para quem gosta de ler nas entrelinhas: Alcaraz, Paul e Vacherot jogaram apenas um encontro cada, porque entraram na terceira ronda. Khachanov, por seu lado, superou Arthur Fery com três sets todos decididos no tie-break, 7-6(6) 6-7(5) 7-6(2). Será interessante ver se um caminho mais curto pesa mais do que o hábito das batalhas longas.

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3 perguntas sobre o que você acabou de ler.

  1. 1. Quem ganhou o Masters 1000 de Xangai em 2025?

  2. 2. Com que resultado Hubert Hurkacz bateu Novak Djokovic na terceira ronda?

  3. 3. Qual foi o resultado de Alcaraz contra Bergs nos oitavos de Tóquio 2025?